segunda-feira, 17 de maio de 2010
Vantagens de um cachorro

Por que as pessoas se chocam diante da sinceridade?!
Olha, não sou daqueles que tratam animais como gente - mesmo porque, para meu tico e teco, animais e seres humanos ocupam "casinhas" diferentes e estão em patamares distintos na escala evolutiva, com uma enorme desvantagem aos humanos. Então, não ousaria comparar humanos e animais irracionais (mas pensantes).
Mas não posso deixar de concordar que existem algumas espécies que merecem nossos aplausos. Uma delas é o cachorro. Se duvida, explicarei meu ponto de vista com uma lista:
- Desde o primeiro contato, quando vamos procurá-los em canis ou ninhadas, são eles que nos escolhem (e não o contrário, como muitos pensam). Observe e constate: não foi seu filhotinho que correu para seu pé ou lambeu o vidro do petshop quando você se aproximou? Ponto pra eles;
- Não guardam mágoas, ao contrário dos humanos, que inventam mágoas para guardar;
- Acordam você de manhã sempre com a mesma cara e hálito (sejamos sinceros: nenhum humano é o mesmo quando acorda!!!);
- São fonte inesgotável de amor incondicional, mesmo quando você passa o dia fora e esquece de abastecer o comedouro de ração ou água;
- Não exigem que se lembrem do seu aniversário;
- Dão presente todos os dias (lambidas e patadas de carinho);
- São a cura para qualquer depressão. Se você enfrentou um divórcio, arrume um cachorro. Nunca mais irá querer marido ou esposa;
- Por fim, e o mais importante: simplesmente, são o que são, coisa que nós humanos racionais passamos a vida tentando ser, e falhamos.
Encerro deixando aqui minha homenagem ao Freddy, meu pastor belga com quem divido minha casa. Muitas lambidas para você, amigão!
Charlie Brown

Gostaria que vocês conhecessem meu alterego: Charlie Brown. Ou o famoso Minduim, como foi utilizado na tradução das tirinhas no Brasil. Acreditem ou não, eu assistia aos episódios do Snoopy quando criança somente para ver mais de mim mesmo na figura do bom e velho Charlie. Colocarei várias homenagens a ele neste blog. Vale a pena rir com este garoto azarado, maníaco depressivo mas muito boa gente!
Noite caipira

Aproveito o espaço para deixar os parabéns a Durce Sanches, que lançou um extraornidário livro sobre Almeida Junior, pintor ituano que morreu jovem, mas marcou história (pintando o cotidiano caipira e, também pintando o sete, visto sua fama).
Parabéns Durce! Lançamento com direito a performance de viola e causos. Arraiá!!!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Educação no Japão

Certo dia tive uma conversa com uma amiga sobre educação de crianças. Ela, ainda idealista e perfeccionista (mal de todos que amam as letras) lamentava a falta de incentivo para estudantes de Escolas Públicas no Brasil.E, pior, para o ensino fundamental, que lida justamente com crianças.
Tentei animá-la argumentando sobre as vantagens de se trabalhar com crianças na idade tenra. A possibilidade de alfabetizá-las, de fazer com que adquiram o gosto pela leitura, pelo universo literário, pelo bom raciocínio.
Meu grande erro foi citar o exemplo do Japão. Lá, oposto daqui, excetuando os professores universitários, são as professoras das primeiras séries as melhor pagas dentro da cadeia do ensino público. Talvez seja por isso que o nível escolar do japonês é de dar inveja a qualquer norte-americano.
Dito isso, coloquei-me a refletir, sozinho na sala que ocupo pela coordenação do curso de Jornalismo da Faculdade Prudente de Moraes. Então, contatei que há um abismo enorme entre Brasil e Japão no que tange à educação. E que, por mais que façamos, ainda estaremos anos luz de nossos amiguinhos nipônicos.
É, Lu, não desista de seus sonhos. Mas não se esqueça que sonhar envolve também conhecer um pouco da realidade, mesmo que ela seja triste.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Aniversário

Poucas coisas me irritam tanto como o dia do meu aniversário.
Desde que me dou por gente, 12 de maio é um dia repleto de angústias - isto, sem falar na véspera, 11, dia em que desejava desaparecer.
Até hoje a terapia freudiana não me deu respostas para meu horror ao dia 12 de maio, data que me fez cair na Terra como taurino típico.
Tentei listar alguns motivos, não sei se rolam:
1. Era no dia 12 que minha família se reunia em casa e meus queridos brinquedos, que faziam companhia a este filho único aqui, eram revirados;
2. Também era nesse dia que minha mãe, contra minha vontade e insistência, convidava amigos da escola e professores para irem em casa;
3. Como numa afronta à minha timidez, também era no dia 12 que, uma vez minha casa repleta de amigos e professores, meu álbum de fotografia era aberto a Deus e o mundo;
4. Nesse álbum, cultivado com carinho e dedicação por minha mãe desde meu primeiro dia de vida, estão alguns exemplos vergonhosos de meus "piores momentos", como uma foto minha nu na banheira de plástico, outra vestido de médico, outra engatinhando com uma fralda que parecia pesar 3x meu peso na época;
5. Depois, vinha o parabéns a você e o fatídico "Com quem será". Tirando o fato de o par escolhido para mim ser sempre a menina menos popular da classe, tornar-me o centro das atenções já era motivo suficiente para me enfiar sob a mesa e rejeitar qualquer pedaço de bolo.
Agora, revendo esses fatos, pergunto-me qual a relação com o Paulo de hoje. Não sei. Completo 33 anos mas a criança dentro de mim continua viva. E ela ainda odeia aniversários.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
O ser ou não ser o futebol

Nasci programado para ser uma série de coisas. Bom filho, estudante perfeito, moço educado de boa família, homem bem casado, pai austero, cabeça de uma prole farta de rebentos perfeitamente educados capazes de se moldar a todas as conveniências sociais.
Mas, admito, falhei!!!
Casei, sim, mas me divorciei depois de 3 anos (incompletos). Não tive filhos, minha educação (formal, aquela cunhada sobre o "muito obrigado") deixa nítidas marcas de estar incompleta. E, insistindo em arrancar os cabelos de meus amados familiares, me tornei professor (além de jornalista).
Mas o que talvez tenha causado mais desgosto aos meus amados familiares foi o fato de eu ter me tornado corinthiano convicto aos 6 anos. Até então, andava perambulando trajado como um distinto palmeirense como honra a tradição italiana de parte de minha família. Mas o sangue da longínqua Itália não gritou mais alto do que a paixão pelo Corinthians e pelo time formado por Carlos, Edson, Mauro, Wladimir, Sócrates, Dunga, Eduardo Amorim, Biro Biro, Casagrande, Zenon, João Paulo, Paulo César. Depois deles, vieram outros. Muitos outros. Mas meu coração não mudou. Prosseguiu corinthiano.
Deixo essas linhas como um desabafo após mais uma trágica eliminação da Taça Libertadores. Que, como dizem, é a sina do Corinthians. QUem sabe, depois da primeira, venham outras. Como foi com o Brasileiro, vencido contra o São Paulo com gol de Tupãzinho. Depois, outros 3 se seguiram. Quem sabe...
Por hora, resta apenas chorar sobre o Flamengo derramado.
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